Terra Indígena Yanomami não registra morte por malária no 1º semestre de 2026

Folha de S.Paulo · Jorge Abreu ·

Reserva enfrentou crise sanitária após aumento de invasões durante o governo Bolsonaro

A malária na Terra Indígena Yanomami, fruto do desequilíbrio ambiental causado pelo garimpo, não causou mortes entre janeiro e junho de 2026, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde após esforços para frear a crise sanitária que atingiu as aldeias.

O ano de 2025 também não registrou mortes neste mesmo período —contudo, cinco óbitos foram registrados entre julho e dezembro. Já no primeiro semestre de 2024, houve nove, sendo oito de crianças de 0 a 9 anos. Entre janeiro e junho de 2023, foram 14 mortes, metade sendo de menores de 10 anos.

O território viu o problema se agravar em 2023 após o aumento da invasão de garimpeiros durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A atividade criminosa também agravou casos de desnutrição e de doenças associadas à fome, como diarreia, além de infecções respiratórias.

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