De Rolex a Patek Philippe: relógios de luxo alimentam rede de roubos e receptação entre Rio e São Paulo
O Globo ·
Modelos que podem ultrapassar R$ 400 mil estão entre os mais visados por quadrilhas especializadas como a 'Gangue do Rolex'; assaltantes vendem peças por valores muito abaixo do mercado, enquanto receptadores abastecem comércio clandestino e até redes internacionais
Modelos que podem ultrapassar R$ 400 mil estão entre os mais visados por quadrilhas especializadas como a 'Gangue do Rolex'; assaltantes vendem peças por valores muito abaixo do mercado, enquanto receptadores abastecem comércio clandestino e até redes internacionais
Atualizado
Relógios que podem custar mais de R$ 400 mil e são cobiçados por colecionadores e consumidores de alto poder aquisitivo também movimentam um mercado clandestino alimentado por roubos nas ruas no Rio e em São Paulo. Modelos icônicos da Rolex, frequentemente vistos nos pulsos de empresários, artistas e outras personalidades, também estão na mira de quadrilhas especializadas em roubos de relógios de luxo conhecida como 'Gangue do Rolex'. Por trás dos assaltos, muitas vezes executados em poucos segundos por criminosos em motocicletas, existe uma estrutura de receptação que pode envolver intermediários, comerciantes clandestinos e até compradores no exterior. Um Daytona, por exemplo, pode ultrapassar R$ 400 mil, assim como um Patek Philippe pode ser avaliado em R$50 mil podendo custar até R$ 200 mil; já um Submariner é avaliado entre R$ 65 mil e R$ 160 mil, enquanto um Rolex GMT-Master pode custar até R$ 220 mil.