Ministério da Segurança não pode ser o Ministério da Bala
Folha de S.Paulo · Luciana Zaffalon, Felippe Angeli ·
Pasta não deve ser capturada por aqueles que entendem o enfrentamento à violência apenas como questão de polícia
Após a aprovação da PEC da Segurança Pública, a atenção se volta ao cumprimento da promessa de criar o Ministério da Segurança Pública, feita pelo presidente Lula durante a campanha e reafirmada no discurso logo após sua vitória nas eleições presidenciais. Com a expectativa da criação da pasta, começam a circular na imprensa possíveis nomes de ministeriáveis, com percursos públicos diversos, e que representam múltiplas visões do problema a ser enfrentado.
Na tarefa de desenhar o ministério (e de definir seu titular), três premissas são essenciais. A primeira é a blindagem necessária para que a nova pasta não seja capturada por aqueles que entendem o enfrentamento à violência apenas como questão de polícia, numa espécie de Ministério da Bala —em sintonia com a bancada temática que capturou o debate sobre segurança pública na Câmara dos Deputados e que começa a aumentar sua participação no Senado Federal.
A segunda premissa fundamental é que o ministério seja conduzido com foco prioritário na estruturação do Sistema Único de Segurança Pública. Ou seja, composto por uma equipe com expertise comprovada na articulação e coordenação federativa para que o Susp assimile o que há de melhor no seu primo mais famoso, o Sistema Único de Saúde (SUS).
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