Aprendi que retalhos não eram lixo e nosso trabalho podia ser negócio, diz costureira do CE

Folha de S.Paulo · Fernanda Mena ·

Anagélia Pereira criou ateliê colaborativo que reaproveita resíduos da indústria da confecção na Grande Fortaleza

Os sacos de retalhos descartados pelas costureiras do bairro incomodavam Anagélia Ferreira Pereira. No Mondubim, na região sul da Grande Fortaleza, onde a indústria de confecção tem presença histórica, ela via o material colocado nas calçadas para ser levado ao aterro pelo caminhão de lixo.

Inconformada com o desperdício, ela começou a recolher os tecidos e a transformá-los em bolsas, bijuterias, roupas e acessórios. A atividade artesanal se tornou negócio coletivo que reúne mulheres da periferia da capital cearense.

Tudo começou em 2016, quando Anagélia deixou um emprego com carteira assinada após ser diagnosticada com estafa. Com uma máquina antiga da família, passou a criar peças com retalhos e a reunir vizinhas em sua casa para compartilhar técnicas e aprendizados.

Read the full story at Folha de S.Paulo · All coverage of this story