Em viagem, Leão 14 deve encarar antagonistas, revisitar raízes e pagar dívida de Francisco

Folha de S.Paulo · Reinaldo José Lopes ·

Papa visitará Argentina e Peru, governados por expoentes da direita radical, e Uruguai, o mais secular da América do Sul

A decisão de continuar enfrentando uma maratona de viagens (três países, numa média de um novo voo por dia, ao longo de 11 dias) menos de um mês depois da retirada de um tumor de pulmão parece uma demonstração de força por parte do papa Leão 14.

Se alguém ainda esperava algo diferente de uma vontade férrea por trás da fala mansa, provavelmente caiu do cavalo. Mas a visita do pontífice ao Uruguai, à Argentina e ao Peru também tem uma série de outras dimensões simbólicas e práticas.

A combinação de destinos confirmada pela comitiva papal deve funcionar, ao mesmo tempo, como 1) um microcosmo dos desafios que o papado enfrenta nos últimos anos, 2) o retorno triunfal de um filho adotivo ao lar e 3) uma espécie de pagamento das dívidas deixadas pelo papa Francisco, antecessor e mentor do primeiro pontífice estadunidense.

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