Crítica: 'Razão e Sensibilidade' adapta romance de Jane Austen com jovialidade

Folha de S.Paulo · Thales de Menezes ·

Filme de Georgia Oakley troca polidez por aspereza visual

Adaptar Jane Austen para o cinema é um exercício de equilíbrio, entre a crítica social e o impulso romântico da juventude. "Razão e Sensibilidade", da diretora britânica Georgia Oakley, responsável pelo merecidamente elogiado "Blue Jean" (2022), enfrenta esse desafio dando um frescor juvenil a uma história conhecida que já ganhou muitas adaptações cinematográficas.

Publicado em 1811, o romance acompanha as irmãs Elinor e Marianne Dashwood, duas jovens que precisam reconstruir a vida depois da morte do pai. Como a propriedade da família passa para o meio-irmão, John, elas e a mãe são obrigadas a abandonar a confortável residência em que vivem e se mudar para uma casa modesta no interior da Inglaterra.

A perda da segurança financeira não é um detalhe: determina as possibilidades de casamento, restringe a autonomia feminina e transforma os relacionamentos amorosos em questões de sobrevivência social.

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