Crítica: 'Zona Zero', de Yeon Sang-ho, é filme atual, mas deixa a desejar

Folha de S.Paulo · Thales de Menezes ·

Longa tem premissa promissora com realização aquém

Em 2016, o sul-coreano Yeon Sang-ho reinventou o cinema de terror insepulto com "Invasão Zumbi", no qual passageiros de um trem precisavam escapar dos mortos-vivos. O filme combinava ação vertiginosa, horror e crítica à indiferença social. Ganhou status de clássico.

Dez anos depois, em "Zona Zero", o diretor retorna ao gênero com uma novidade: os infectados aprendem a se comunicar e agir como uma inteligência coletiva. A ideia é promissora, mas sua realização, nem tanto.

A trama começa em um congresso de biotecnologia em Seul. Um vírus transforma pessoas em criaturas violentas, capazes de sofrer mutações perturbadoras. O edifício é isolado, e os sobreviventes ficam presos entre escritórios, corredores e escadarias. A cientista Kwon Se-jeong, interpretada por Jun Ji-hyun, tenta escapar enquanto procura compreender a ameaça.

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